domingo, 30 de novembro de 2008

Blog Solidário

No último dia do mês, em que o sol parece ter despontado de vez (ao menos por enquanto), chega a hora de começar a contabilizar os prejuízos.

Prejuízo moral para a PMVV e as fantártidas obras de macrodrengem de Max Filho que, mais uma vez, se mostram completamente fragilizadas, com a cidade ainda mostrando vários pontos de alagamentos

E também o estado de Santa Catarina, por tanto mostrado nos noticiários. Não precisa mais dizer nada.

Temos que mostrar o que há de melhor no brasileiro: a solidariedade.

Para SC pode-se entregar nas Escolas Técnicas, Carrefour, Correios.

Para VV, temos os seguintes pontos de coleta:

Em Jardim da Penha: no Armazém do IBC, entrando pela Av. Anísio Fernandes Coelho.

- Secretaria Municipal de Ação Social (Semas)
Avenida Champagnat, 521, Praia da Costa, Vila Velha
Telefones: 3185-5614, 3185- 5602 ou 3185- 5607

- Teatro Municipal de Vila Velha
Praça Duque de Caxias, Centro

- Sede do projeto Aprender Fazer e Vender
Pracinha de Coqueiral de Itaparica
Telefone: 3389-6183

- Tenda especial
Praça Duque de Caxias, a partir desta sexta-feira (28)

Lista de prioridades

- Roupas diversas (crianças, mulheres e homens);
- Roupas de cama;
- Calçados de todos os tamanhos
- Colchões / colchonetes;
- Fraldas descartáveis de todos os tamanhos para crianças;
- Alimentos não perecíveis (arroz, feijão, carne de sol, sardinha, atum, óleo, macarrão etc.);
- Leite e biscoito para as crianças;
- Leite em caixinha, leite em pó, mucilon, cremogema, creme de arroz, maisena
- Cestas básicas;
- Carnes em conserva;
- Galões de água
- Móveis
- Eletrodomésticos em bom estado (fogão, geladeira, etc).

Enquanto isso, o governante canela-verde diz: "Não sou Deus para resolver o problema das inundações até o final do mandato".

Dá pra crer nisso?

sábado, 29 de novembro de 2008

A Notícia da Semana ou o Irmão de Sangue

Notícia ouvida na Rádio CBN - Vitória: "Pelaes preso por falsificar documentos para compra de dois carros"!

Infelizmente isso é até corriqueiro. O mais incrível de tudo é que os documentos falsificados pelo ex-vereador, e que inclusive concorreu nas últimas eleições, são do próprio irmão!! É vero!

Ele confessou o crime, mas seu advogado, rapaz entendido das leis, muito esperto, disse que ele fez isso por motivos nobres: dificuldades financeiras! E mais: a prisão foi dita por ele como arbitrária!

Bem, não sei se alguém em dificuldades financeiras compraria dois carros importados ou se venderia o carro que tem, ou algum outro bem. De repente até mesmo a pequena mansão que ele mora na Mata da Praia.

Acho estranho isso...

Enquanto isso seu irmão que mora de favor em uma pequena casa em Bairro de Fátima.

Com um irmão desses...

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Pizza bem rechada!


Leitura das últimas notícias revelam algo atordoador: nenhuma outra missão de grande envergadura da PF teve custo tão elevado e nenhuma mobilizou tantos agentes e delegados na fase de apuração e na de execução. Uma bagatela de R$ 466 mil reais!!

Quem custeou isso tudo?

Ganha uma fatia desta pizza quem acertar!

O mais incrível de tudo é que quem anda tendo a vida devassada agora são os autores da Operação: o delegado Protógenes Queiroz e o juiz Fausto de Sanctis, enquanto que o banqueiro...

Fantástico isso, não?

Leia a matéria na íntegra:

====================================================================

Satiagraha custou R$ 466 mil, revela documento

20/11/2008 - 08h11 ( - Agência Estado)

A Operação Satiagraha, da Polícia Federal, custou R$ 466 mil aos cofres públicos, segundo revela documento confidencial que a instituição encaminhou ao Congresso. O relatório, produzido pela Diretoria de Combate ao Crime Organizado, mostra que nenhuma outra missão de grande envergadura da PF teve custo tão elevado e nenhuma mobilizou tantos agentes e delegados na fase de apuração e na de execução - quando são cumpridos os mandados judiciais de buscas e prisões.

A informação, que tem caráter oficial e foi disponibilizada a deputados e senadores, desmonta versão do delegado Protógenes Queiroz, mentor da Satiagraha. Em ofício à Procuradoria da República, entregue em julho e logo depois de ser afastado do caso, Protógenes acusou superiores de boicotarem a missão contra o sócio-fundador do Grupo Opportunity, Daniel Dantas. A denúncia do delegado levou o Ministério Público Federal a abrir procedimento que visa a identificar o montante que a PF empregou na Satiagraha e o efetivo recrutado.

O documento mostra que na primeira etapa da Satiagraha, a de investigação coberta pelo sigilo, foram investidos R$ 288 mil. A fase derradeira, desencadeada em 8 de julho, consumiu mais R$ 178 mil, valor relativo ao deslocamento de 300 policiais para cumprimento de 56 mandados de buscas e 24 prisões. A planilha foi montada a partir de informações cedidas pelas superintendências regionais, diretoria de Inteligência e diretoria Executiva da PF.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Blog em Crise


Vejo agora que ainda não postei nada este mês. É, parece mesmo, caros leitores, que a crise mundial atingiu até mesmo o Blog do Zanota. Não financeiramente, visto que (por enquanto) o blog não visa objetivos financeiros. É só uma crise de idéias.

Baixei agora "Construção". Célebre disco de 71. Ainda muito atual, com obras como Deus lhe Pague, Cotidiano, Minha História (Gesubambino). Além de algumas notáveis parcerias, como Vinícius de Moraes em Acalanto ou ainda o mesmo Poetinha e Toquinho em Samba de Orly.


Desalento

(Chico Buarque e Vinícius de Moraes)

Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu chorei
Que eu morri
De arrependimento
Que o meu desalento
Já não tem mais fim
Vai e diz
Diz assim
Como sou
Infeliz
No meu descaminho
Diz que estou sozinho
E sem saber de mim

Diz que eu estive por pouco
Diz a ela que estou louco
Pra perdoar
Que seja lá como for
Por amor
Por favor
É pra ela voltar

Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu rodei
Que eu bebi
Que eu caí
Que eu não sei
Que eu só sei
Que cansei, enfim
Dos meus desencontros
Corre e diz a ela
Que eu entrego os pontos

terça-feira, 28 de outubro de 2008

TIM Festival - Noite I


Nesta crise que parece ter atingido a Sétima Arte, devido à falta de opções de bons filmes em exibição, chega a Terceira edição do TIM Festival em Vitória e, enfim, minha primeira participação.

Em noite jazzística, mais intimista, a primeira noite no Teatro da UFES, Stacey Kent conversando com o público, arranhando um português com sotaque (“Para mim é um grande prazer compartilhar a minha música com vocês”).

Ela cativou quem esteve presente pela simpatia e voz. Além de, é claro de interpretações como “So Many Stars”, de Sergio Mendes, “Samba da Bênção”, de Vinícius, interpretada em francês. Além de, é claro, “Águas de Março”, cantada em inglês.

Tivemos também “My Fair Lady” e “What a Wonderful World” para fechar sua apresentação.

Após o intervalo, entra a pianista Carla Bley, ao longo de seus 72 anos, com muita história para contar, já tocou com vários figurões, inclusive com Jack Bruce, iniciou apresentando os seis movimentos da primeira música em homenagem à Banana. Ao arriscar em falar “bananinha” chegou a tirar risos do público.

Muito boa a noite de jazz do TIM Festival.

TIM Festival - Noite II

Já a segunda noite foi a mais, digamos, estonteante.

Siba e a Fuloresta em sua primeira apresentação no Espírito Santo, abrindo a noite com rimas, como repentista.



Interagindo sempre com o público, contando um caso entre uma música e outra, inclusive sobre a dança que seu músico Galego criou em Nova Iorque.

Acompanhado por um quarteto de metais e três percussionistas, apresentou músicas de seus dois discos pós Mestre Ambrósio: “Fuloresta de Samba”, de 2003 e “Toda vez que Dou um Passo Meu Mundo Sai do Lugar”, de 2007.

Sempre pedindo a participação do público, normalmente correspondido, talvez por poucos conhecerem sua música, que lembra de bandas como o Cordel do Fogo Encantado, ou o maracatu de Chico Science (todos pernambucanos). Empolgação maior foi quando ele anunciou que iria iniciar o carnaval dele no palco, iniciando assim, outra sessão de rimas improvisadas.

Quando em uma de suas improvisações ele anunciou que iria descer para o meio do público, aí todos se levantaram, ficaram ao redor da banda acompanhando a animação e suas rimas, inclusive anunciando em uma delas a próxima atração: Gogol Bordello.

Pena não ter tocado nada do Mestre Ambrósio.

Após o intervalo, todos a postos, quando a luz baixa e é anunciado o pedido para que se desliguem os celulares.

Pedido feito em vão, pois, quando a Gogol Bordello entra em cena, e são dados os primeiros acordes, só faz confirmar o que ouvi em conversas antes do início das atrações desta segunda noite: “Não dá para assistir ao show dele sentado”. Todos levantaram, correram para a frente do palco. Foi como uma catarse juvenil (comentário também ouvido, mas ao fim da apresentação).


Ele chegou já mostrando que iria quebrar tudo, literalmente. Subia nas caixas de retorno à frente do palco, arrancava os microfones, parecendo que iria jogar para o público, destruindo tudo.

Quem mais teve trabalho foi a equipe de roadies trocando os microfones ou ajeitando os fios e os pedestais. No mínimo quatro microfones deram problema.



Na terceira música entram duas backing vocals percussionistas que pareciam ser candidatas à Musa do Brasileirão pelo Santos. E o vocalista, o ucraniano Eugene Hütz, parecia querer estrangulá-las em palco.

Em meio a tanta diversidade cultural que foi a segunda noite do TIM Festival, tantas culturas juntas, como a Zona da Mata Nordestina do Mestre Siba e mais ainda no Gogol Bordello, formado pelo vocalista ucraniano que já morou no Rio de Janeiro. Além de romeno, israelense, etíope e americano que formam a banda criada em Nova Iorque, claro que a mistura de sons é inevitável, com violino e acordeon. Chegou a cantar em português “Que Pena”, de Jorge Ben e “Morena Tropicana”, de Alceu Valença.

Uma mistura de Punk, Cigano, e um violinista também muito disposto, que também interagia com o público, chegando bem perto de quem estava à frente do palco.

Insano, Hütz foi o que mais se divertiu, com certeza. Tocava violão, batucava, distribuía vinho (chegou a entornar em um dos seguranças do palco).

Anunciado o fim do show, ninguém arredou o pé dali, como na primeira noite. A diferença foi que eles voltaram para um bis de mais de vinte minutos de euforia. Todos cansados, mas ninguém ficava sentado.



E um balde vermelho que estava ao lado da bateria desde o início do show que dava até para imaginar que era para colocar gelo para o vinho que deu para descobrir a sua real utilidade: ele misturou tudo. Microfone (mais um!), vinho e fez um verdadeiro coquetel molotov, que realmente explodiu o Teatro da UFES (acostumado com solenidades de formaturas e apresentações eruditas) com sua batucada.

Foi um show para contar para os netos!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Enorme perda musical - II


No mesmo ano que perdemos Rick Wright, pouco mais de um mês outro grande tecladista nos deixou.

Trata-se de Merl Saunders, que trabalhou um bom tempo com Jerry Garcia e seu Grateful Dead.

Grande tecladista, tocou com outros grandes nomes como Tom Fogerty, Taj Mahal, Danny Cox, Dinosaurs, B.B. King, Bonnie Raitt, dentre muitos outros. Inclusive musicou o tema com o Jerry Garcia para a nova série de Além da Imaginação.